Se você é dono de um console de atual geração, provavelmente já teve que fazer o doloroso “gerenciamento de armazenamento”, apagando jogos antigos para dar espaço a lançamentos colossais como Call of Duty. O problema é que expandir o armazenamento com SSDs NVMe Gen4 de alta velocidade não é barato. Mas a Sony parece ter uma solução de software para esse gargalo de hardware.
Segundo patentes recentes, a Sony Interactive Entertainment desenvolveu uma nova tecnologia de compressão de dados focada em reduzir o tamanho dos arquivos de instalação dos jogos, com foco na arquitetura do PS5 e do futuro PS6.
Como funciona a “mágica”?
A patente descreve um método inteligente de compressão baseada em blocos (Block-based compression) e desduplicação. Em termos simples: Os jogos modernos muitas vezes repetem as mesmas texturas, arquivos de áudio ou linhas de código dezenas ou centenas de vezes dentro de seus pacotes gigantes para facilitar a leitura rápida. A tecnologia da Sony cria uma espécie de “dicionário” do jogo.
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O sistema divide o jogo em pequenos blocos de dados.
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Se o bloco for inédito, ele é salvo no SSD.
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Se o bloco for repetido (uma textura de parede que aparece em várias fases, por exemplo), o sistema não o copia de novo. Ele apenas cria um “atalho” muito leve apontando para o bloco original que já está no dicionário.
Ao eliminar a redundância de dados, a Sony consegue “encolher” drasticamente a pegada final do jogo no seu SSD, sem perder nenhuma qualidade visual ou sonora.
Embora patentes nem sempre se transformem em recursos imediatos, a tecnologia demonstra que a Sony está ciente de que o modelo atual de jogos com mais de 150 GB é insustentável a longo prazo, e a solução para o PS5 (e para o inevitável PS6) passará muito mais por inteligência de software do que apenas por colocar chips de memória maiores na placa.