Joy-Con do Switch 2 infla e superaquece após queda — usuário jogou controle na neve para conter bateria

Um gamer viu seu Joy-Con direito do Switch 2 inchar e ficar quente em questão de minutos após deixá-lo cair no chão. O plástico expandiu visivelmente e o controle parou de funcionar. A solução improvisada? Enterrar na neve. O caso expõe o risco real de baterias de lítio-íon danificadas em gadgets portáteis.

Segundo o post, tudo aconteceu rápido demais para intervenção técnica. Após o impacto no chão, o Joy-Con parou de parear com o console. Em poucos minutos, a parte de trás ficou quente ao toque. Quando o usuário percebeu a expansão do plástico, entrou em desespero, saiu de casa e enterrou o controle na neve.

A química por trás do susto

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O que parece defeito do produto é, na verdade, reação química descontrolada dentro da bateria. Impactos severos podem romper as camadas ultrafinas que separam os eletrodos em células de lítio-íon. Quando isso acontece, curto circuitos internos geram calor extremo e provocam desgaseificação — a bateria “cozinha por dentro” e libera gases, aumentando a pressão até o invólucro ceder.

O resultado visual é esse: plástico estufado, calor concentrado em um ponto e, em casos extremos, fumaça ou até chamas. A expansão não é falha mecânica da carcaça — é a bateria literalmente tentando explodir

Por que neve não é a solução (mas foi o instinto certo)

A decisão de jogar o Joy-Con na neve foi compreensível: o usuário precisava interromper o aquecimento rápido e afastar o dispositivo de dentro de casa. Mas água e lítio não combinam. Em teoria, se a célula já estivesse em chamas, neve ou água poderiam até intensificar a reação ou gerar gases tóxicos (o lítio reage violentamente com H₂O).

No caso relatado, a sorte foi que a bateria ainda estava em fase de desgaseificação, sem ignição. A neve funcionou mais como isolante térmico e distanciamento físico do que como extintor químico.

Especialistas em segurança eletrônica recomendam outro protocolo: isolar o dispositivo em superfície não inflamável (metal, concreto) e monitorar à distância. Se houver fumaça, o ideal é usar extintor de CO₂ ou areia seca — nunca água.

Baterias de lítio-íon estão em praticamente todos os gadgets portáteis modernos — de iPhones a controles, passando por fones Bluetooth e notebooks. A taxa de falha é baixíssima (menos de 1 em 10 milhões), mas trauma mecânico severo anula todas as proteções de circuito.

Repercussão e descarte

O post no Reddit gerou centenas de comentários, com usuários compartilhando casos similares de controles Xbox, Steam Deck e até AirPods que incharam após quedas ou calor excessivo. A lição coletiva: bateria expandida não volta ao normal. Descarte é a única opção.

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