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Cocriador do Xbox afirma que nova CEO foi contratada para “aposentar a marca”

Se a recente reestruturação na liderança da Microsoft Gaming já havia deixado os fãs apreensivos, as últimas declarações vindas de dentro da própria história da empresa acabam de jogar gasolina na fogueira. Após a saída de Phil Spencer e Sarah Bond, e a chegada de Asha Sharma ao cargo de CEO, um dos criadores originais do primeiro Xbox veio a público com uma previsão sombria: o hardware da Microsoft pode estar com os dias contados.

A declaração ecoa o sentimento de incerteza que paira sobre a comunidade verde. Segundo a visão de Seamus Blackley, o perfil da nova liderança executiva não foi escolhido por acaso. Ela teria sido trazida com uma missão corporativa clara: realizar a transição final e “aposentar a marca” no que diz respeito à fabricação de consoles de mesa.

De fabricante para “Publisher” global

A leitura de mercado por trás dessa declaração polêmica não é infundada. Nos últimos anos, a Microsoft deixou claro que o seu foco principal mudou da venda de caixas de plástico para a venda de assinaturas (Xbox Game Pass) e infraestrutura em nuvem (xCloud).

A estratégia de levar os seus maiores exclusivos, que antes eram os pilares do ecossistema Xbox, para os consoles rivais, como o PlayStation 5 e o Nintendo Switch, já indicava uma forte mudança de rota. Para o criador da marca, a nomeação de uma CEO com um perfil estritamente focado em tecnologia e expansão de software (e não necessariamente enraizada na cultura “gamer” de hardware de games) é o prego final no caixão da tradicional “Guerra de Consoles”.

O que isso significa para o jogador?

Se a previsão se concretizar, o futuro do Xbox será muito mais parecido com o da atual SEGA, mas numa escala trilionária. A Microsoft Gaming consolidaria a sua posição como a maior publicadora de jogos do mundo (sendo dona de gigantes como Activision Blizzard, Bethesda e os estúdios originais do Xbox), distribuindo as suas franquias para qualquer ecrã com acesso à internet, independentemente da marca estampada no hardware.

Para os puristas e colecionadores que cresceram a defender a marca desde a época do Halo: Combat Evolved no Xbox original, a transição pode ser dolorosa. A mensagem que fica nos bastidores da indústria é que a era de comprar um console apenas para jogar os títulos da Microsoft está, de fato, a caminhar para a aposentadoria.

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