Aos 100 anos, vovó gamer detona no SNES e usa Tetris para manter a mente afiada

Resumo rápido!

Ushi Ando, moradora de Fukushima com 100 anos, transforma sessões diárias de Tetris e Bomberman em aliadas da saúde cognitiva. A rotina de jogatina na SNES começou há três décadas e hoje inclui duelos implacáveis contra o bisneto — onde ela não dá moleza


 

Enquanto pesquisas recentes comprovam que videogames aprimoram função executiva, atenção e memória de longo prazo em idosos, a prática já faz parte da vida de Ushi há tempo suficiente para validar a teoria na carne. A rotina começou no final dos anos 90, quando ela tinha cerca de 70 anos e descobriu os títulos clássicos da Big N.

O interessante é que ela encara os jogos como exercício físico mesmo. “Uso os dedos para jogar e isso me mantém com energia”, explica ela, que recusa ficar “o dia inteiro deitada”. A combinação de reflexos exigidos por Tetris e a estratégia multiplayer de Bomberman — que virou referência de batalhas explosivas no SNES desde 1994 — funcionam como ginástica para mãos e mente.

gamer

A relação de Ushi com os games vai além da terapia. Ela joga tanto em modo solo quanto em duelos com o bisneto, e deixa claro que não tem intenção de facilitar: “Não posso me dar ao luxo de perder“, declarou ao Yahoo Japão em entrevista recente.

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Esse espírito combativo pode ser mais relevante para a saúde do que parece. Estudos mostram que idosos que mantêm atividades de estimulação cognitiva, antes feitas com jogos de tabuleiro, hoje digitalizadas, reduzem o risco de declínio mental enquanto exercitam neuroplasticidade

O Japão das centenárias

Ushi vive em Inawashiro, na província de Fukushima, e representa bem o fenômeno demográfico japonês. O país registrou 99.763 pessoas com 100 anos ou mais em setembro de 2025, recorde histórico. A expectativa média de vida no arquipélago chega a 84,5 anos — mulheres lideram o ranking global pelo 40º ano consecutivo, com média de 87,13 anos.

Especialistas em saúde creditam os números ao sistema médico robusto e hábitos de vida específicos. Mas o caso de Ushi adiciona um elemento subestimado à equação: entretenimento interativo como ferramenta de longevidade ativa.

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